Como fazer as crianças provarem novos alimentos?

março 27, 2020

A hora das refeições pode ser um campo de batalha para os pais. Mesmo que você tenha instruído seus filhos quanto aos efeitos de uma alimentação saudável ao longo da vida, em muitos casos as papilas gustativas, a pressão dos colegas ou simplesmente a preferência pessoal acabam vencendo a batalha.

As crianças em geral comem menos de duas porções de frutas e hortaliças/dia, mas os especialistas recomendam cinco porções diárias.

Uma solução prática: essa é uma vantagem dos sucos desintoxicantes e leites de sementes, onde estas 5 porções são facilmente implementadas.

Bem, fora esta sugestão dos sucos verdes e leites de sementes, uma boa notícia: você pode influenciar as preferências alimentares dos seus filhos – mesmo antes deles nascerem. E, depois que já estiverem crescidos? Aí terá que recorrer a um pouco de psicologia.

Gosto não se discute

Ao nascermos, temos em média dez mil papilas gustativas. Aos oitenta anos de idade, restam-nos apenas três mil. No entanto, cerca 30% das pessoas são “superdegustadoras” – nascem com três vezes mais papilas gustativas do que as outras pessoas. Os superdegustadores são mais propensos a não gostar de sabores fortes ou desconhecidos. A boa nova é que até mesmo as crianças que são superdegustadoras podem superar o preconceito de seu organismo contra determinados alimentos.

Muitos outros fatores podem moldar as preferências de gosto das crianças. Talvez até mais importante: elas são influenciadas pelos hábitos alimentares da família e pelos sabores aos quais são expostas quando bem pequenas.

Uma provinha do que vem por aí

O treinamento das papilas gustativas na verdade começa no útero materno. As pesquisas mostram que as lembranças do útero podem ser importantes para confortar os recém-nascidos. Os bebês vivenciam determinados cheiros e sabores ainda no útero, o que também lhes pode ser reconfortante no mundo externo.

Ingerindo hortaliças e outros alimentos saudáveis durante a gravidez, as gestantes podem proporcionar ao bebê, ainda no útero, um pontapé inicial para o desenvolvimento de bons hábitos alimentares. E, durante a amamentação, o processo pode continuar.

Novos hábitos

Se os seus filhos não são mais bebês, adoram comida de lanchonete e odeiam brócolis, não se preocupe: nem tudo está perdido. Sempre existem maneiras de fazê-los provar alimentos saudáveis sem forçá-los, nem levantar o tom de voz. É tudo uma questão de psicologia.

A aceitação de novos sabores pela criança aumentará se ela perceber as pessoas ao seu redor saboreando-os. Como pai ou mãe, você pode ser um importante modelo alimentar. Em outras palavras, ela precisa ver que você está comendo alimentos saudáveis com gosto. Mas o efeito será mais forte se o exemplo vier de outras pessoas da mesma idade.

Outra estratégia comprovada consiste em introduzir alimentos novos e saudáveis aos poucos. Das primeiras vezes que você servir brócolis ao seu filho, simplesmente estimule-o a cheirá-lo e brincar um pouco com ele no prato. Quando não estão sob pressão, as crianças têm mais probabilidade de desenvolver uma certa curiosidade sobre o sabor do brócolis (principalmente quando vêem as pessoas que o cercam colocá-lo no próprio prato e saboreá-lo com prazer). Pesquisas mostram que podem ser necessárias 7 a 8 exposições para que a criança aceite um alimento novo. Introduza o alimento em pequenas quantidades, talvez deixando passar alguns dias entre uma apresentação e outra. Dá trabalho, mas vale a pena.

* Texto extraído do livro A verdade sobre a comida – Jill Fullerton-Smith – editora Intrínseca

Fonte www.docelimao.com.br

 

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